Welcome to Castle Ravenloft

A Queda da Casa de Durst, Capítulo 2

A moment of valor shines brightest against a backdrop of despair.

A incursão dos heróis à Residência Durst havia feito sua primeira vítima: Leonar Hammerhand, a virtuosa paladina não resistira ao ataque brutal de um construto mágico, encantado para guardar os andares superiores da casa, e morrera diante dos olhos incrédulos dos demais aventureiros. Ellion, Mellora Ashbringer e o gnomo, Durden Cindernocker, não tinham outra opção a não ser seguir adiante. Retornar às brumas misteriosas que os sufocavam do lado de fora parecia ser uma tarefa impossível. Após deixar o corpo da paladina em um dos cômodos do segundo andar da casa, os aventureiros subiram ao terceiro andar. Os sinais de abandono eram evidentes, como se a casa há muito não fosse habitada, e enquanto exploravam aposento após aposento, dependência após dependência, mais mistérios eram encontrados. No quarto do casal Durst, alucinações pareciam atormentá-los. Um sinal claro de que aquela casa não era normal. Parecia brincar com a mente dos aventureiros e a sacerdotisa de Kossuth, Mellora Ashbringer, era o alvo preferido de muitas visões. Um inesperado encontro com uma criatura espectral no quarto do pequeno Walter, o fruto natimorto da traição de Gustav Durst, quase se provou letal para Ellion e Mellora, que conseguiram sobreviver em uma estratégia arriscada: Mellora utilizava suas preces para cicatrizar os ferimentos do caçador de monstros, enquanto Durden Cindernocker atacava o espírito irrequieto com suas armas. Os ataques, aliados à magia divina da sacerdotisa, foram suficientes para garantir mais um dia de vida para o grupo de três, mas custou um preço alto: Mellora Ashbringer, tocada pelos poderes espectrais da assombração, sentiu sua energia vital esmorecer. Fraca e exausta, a sacerdotisa sequer pôde descansar durante a vigília organizada para que Ellion se recuperasse de seus ferimentos. Toda vez que a sacerdotisa buscava descansar, pesadelos constantes a atormentavam e convergiam seu passado e o presente, como se a simbolizar que tudo estava ligado — de alguma forma. O som do berço sendo balançado, fosse pelo vento, fosse sua imaginação, contribuiam para deixá-la ainda mais inquieta e ao fim de uma noite, Mellora Ashbringer estava exausta e ainda enfraquecida pelo toque de morte do espectro da empregada no quarto do pequeno Walter. Por sua vez, Ellion, sempre tão confiante, revisitava o que havia acontecido desde o naufrágio que os transportou para aquela ilha de medo e pavor. Uma de suas aliadas havia morrido a poucos centímetros de seus olhos. O sangue da anã ainda manchava sua roupa e armadura. Por inúmeras vezes, ele reviveu o momento que reuniu suas forças para empurrar a armadura para longe de Leonar, caída no chão, e pensou no que poderia ter feito para ter tido sucesso. No segundo embate, Ellion, o primeiro a cair, serviu somente para inutilizar a sacerdotisa, que focou todo o seu esforço em mantê-lo vivo. A razão que havia levado Ellion a viajar era, justamente, aprofundar seus conhecimentos com os estudos de seu pai e criar uma história com o seu nome encabeçando a mesma, mas tudo lhe fazia acreditar que aquilo não era sua vocação. Durden Cindernocker, por outro lado, conseguiu descansar mesmo em um lugar assombrado como era a Residência Durst. O gnomo, inabalável, logo teve uma surpresa ao acordar. Leonar Hammerhand misteriosamente retornara dos mortos e se juntava aos aventureiros novamente. Um brilho de esperança no meio da escuridão. Mas nem mesmo Leonar era a mesma de antes. A casa parecia mudar os aventureiros, um após o outro.
A exploração continuou no andar de cima. O sótão da casa abrigava cômodos vazios, um deles com o esqueleto de uma mulher escondido em um baú. O quarto de Rose e Thorn também foi descoberto no sótão da casa e lá os espíritos das crianças, agrilhoados ao quarto, encontraram os aventureiros. Ao contrário do espectro maldito que atacara o grupo ao primeiro contato, Rose e Thorn aparentemente mantinham a inocência infantil de quando morreram. Acima disso, de alguma forma, aquelas manifestações, como rapidamente Durden Cindernocker havia notado de forma perspicaz, não eram as mesmas que cativaram os quatro a entrar naquele lugar maldito. A conversa com os espíritos das crianças culminou com muitas respostas sobre a história da Casa Durst, sobre a forma como as crianças morreram (verificada também pelo excelente olho médico de Mellora) e sobre a localização da entrada para o porão.
grick.pngMellora, com uma tocha em mãos, forneceu a luz que iluminou os quatro até a rede escura de túneis, onde prontamente encontraram ameaças. Após se livrarem de uma nuvem de insetos que chegou a ferir a paladina, uma aberração conhecida como grick em Faerûn, desceu do teto de uma alcova para atacar o gnomo, mas foi derrotada por Ellion. Na escuridão, o caçador de monstros encontrou sua luz interior. Seus golpes foram brutais e atordoaram a aberração durante todo o confronto. O explorador provocava a criatura durante toda a luta e, desta vez, foi a vez dele em retribuir o gesto de Mellora Ashbringer contra o espectro: quando a sacerdotisa caiu à beira da morte e Leonar Hammerhand se ocupava em curá-la, Ellion, na companhia de Durden Cindernocker, pôs fim à ameaça com um golpe de exímia precisão. A escuridão do porão guarda os segredos da Casa Durst, mas a esperança de poder enterrar a história daquela família, como fizeram com os restos mortais de Rose e Thorn, crescia dentro dos corações dos aventureiros.

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